quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Iniciando...

Por que um blog?
Sou fã de blogs, mas nunca pretendi ter um.
Porém tenho descoberto o quanto é bom escrever. Escreve pelo simples fato de colocar letras em um papel, neste caso em uma tela.
Não prometo atualizações periodicas, nem que terão os melhores textos sobre os melhores temas, mas colocarei coisas que escrevo, que leio, que gosto e talvez até o que nao gosto.
No momento é só.
Tchauzinho, té...

Ps: Críticas construtivas serão muito bem vindas!!!

Estava lá o Monstro e este era Eu.

Essa noite eu tive um pesadelo, não havia gritos, não estava correndo, ninguém me perseguia, mas havia um monstro nesse sonho, um monstro terrível, que fazia coisas terríveis, e este era eu.
É horrível saber que dentro de nós existe um monstro, algo que aos olhos de outros nos fazem parecer aberrações. Tentamos escondê-lo, camuflá-lo, maquiá-lo, se possivel até cirurgia plástica fazemos nele, mas ele continua ali, em algum lugar dentro de você e continua sendo um monstro.
Em O Médico e o Monstro (título original em inglês: The Strange Case of Dr. Jekyll and Mr. Hyde) um livro do escocês Robert Louis Stevenson, mostra como um gentil e pacato homem tem um terrível monstro dentro de si, esse monstro o atormenta, mas ele não pode fazer muito, pois esse monstro é uma parte dele, uma parte que ele não gostaria de revelar, mas que aparece.
Nossos monstros agridem de alguma forma pessoas que gostamos, que queremos bem, na maioria das vezes elas percebem que naquele momento não somos nós, porém depois de um tempo elas percebem que não vão conseguir separá-lo. Alguns decidem enfrentar outros desistem.
O que fazer para, se não acabar com essa fera, acalmá-la? Quantas pessoas viram esse monstro?
Sinceramente, não sei, tenho vergonha desse monstro que há dentro de mim. Tenho vergonha da existência dele e tenho vergonha quando deixo dominar-me.
Não ou perfeita, ninguém é, mas nem por isso vou aceitar que meu monstro me domine. Serei mais forte!